Arquivo para Abril, 2009

Não resisti !!!

Postado em Informa em 3 03UTC Abril 03UTC 2009 por africanechoes

 Enquanto isso na revista da Bo.Bô

PANORAMA

By Bo.Bô On March 24th, 2009

FINALMENTE, NA MODA
* Sonia Racy

Por muitos anos, desde a adolescência e até bem pouco tempo atrás, fuiSonia Racyconfinada pelos “mui” amigos fashionistas à categoria “fora de moda”. Classificação outsider total. Afinal, nunca senti algo como “nossa, sem este hit da saison não sei viver” ou então, consegui seguir a ditadura do tamanho exato da saia do meio do ano. Não que não acompanhasse o que estava acontecendo na moda, até porque protagonizei curta carreira de modelo. Profissão da qual simplesmente…desisti. Sem pena de mim, na linha “coitadinha, ela não deu para a coisa”. Se joguei a toalha não foi porque não dei certo na profissão: cheguei até a ser capa da revista Vogue, clicada pelo meu querido amigo fotógrafo David Drew Zingg, responsável pelo meu kick-off nesta aventura com pé, meia, vestido de seda e cabeça. Aventura essa que acabou pouco menos de um ano depois, com uma recusa relutante à um tentador convite para trabalhar com a Ford Models em Nova York. Sonho de qualquer modelo da época, diga-se de passagem. É que durante a experiência-teste nova-iorquina, de um mês, me confrontei com meus botões fora de moda: aquele não era exatamente o mundo onde eu me sentia à vontade. Eu achava tudo muito lindo, glamoroso, importante. Mas diferente do que muita gente pensa, a vida de modelo é uma dureza. Conhece cabide que tenha vontade própria? Mas não foi só por ser voluntariosa que dei meiavolta. Descobri, lá com meus próprios e verdadeiros botões da mente, que sofro de uma síndrome incurável: a da mais alta curiosidade por tudo e todos. Assim, foco renovado, mergulhei neste vasto e inesgotável universo do jornalismo, cheio de perguntas e de pouquíssimas respostas. Frustrante? Nada disso. Na minha profissão, o principal é perguntar. E isto é comigo mesma. Talvez seja a coisa que mais gosto de fazer: perguntar. E melhor. No jornalismo sou paga tanto. Paga para aprender, saber e transformar este aprendizado, de alguma maneira, em informação a ser transferida. Despime então da imagem e dos flashs, e mergulhei na escrita. E hoje, voltando à aquela moça-fora-de-moda, estou surpresa: percebo que finalmente estou na moda. Pelo que vejo, observo e ouço dos loucos por moda, de gente como minha amiga Gloria Kalil, que a moda agora é justamente não seguir moda alguma. Moda é sermos nós mesmos, vestir o que nos cai bem, optar pela a cor que mais gostamos independente do que o estilista vá sugerir. O que vale é seu gosto. Prestem atenção: eu disse gosto. Essa história de bom ou mau gosto é relativa. Se eu comparar meu gosto com o de outros, tenho certeza que estarei em grupo muito pequeno. Então, por que tenho eu o monopólio do bom gosto? Que me desculpem os críticos, mas bom gosto é o que você… gosta. Não importa se os outros são maioria ou minoria, segure firme: a moda é sentir-se bem dentro da própria pele e de uma segunda pele, variável, que você vai comprar na loja. Acabou a obrigação de se ter uma bolsa Hermés para ser alguém. De se espremer em um sapato Manolo Blahnik sem conseguir equilíbrio no salto. Ou ainda, de ser obrigada a possuir uma mala Louis Vuitton para poder viajar “bem”. Nada contra essas grifes, mas elas devem ser adquiridas somente se houver uma identificação entre você e elas. Confusa? Faça um teste: ignore a marca e se apaixone pelo produto. Deu verde? Cabe no seu bolso? Compre. E mais. Calça curta é moda? Moças de pernas curtas, digam não se não se sentirem bem no modelo. Camiseta apertada é hit-universal? Gordas, digam não a não ser que gostem de expor seus quilos à mais. Odeia verde, a cor do inverno? Ignore, opte pela nuance que você mais gosta. Depois da liberdade de votar, de trabalhar, da livre opção sexual, a mulher moderna escolhe sim o que vestir. Ai meu Deus, você é indecisa, tem pouca criatividade? Não faz mal. Você pode escolher seu “criador” preferido ou marca com a qual tem mais afinidade. A escolha é sua. E isso serve para tudo. A necessidade que as pessoas têm de que “outros” façam por ela uma escolha faz parte da história da Humanidade. É mais fácil nos sentirmos seguros quando alguém nos diz, com convicção e certeza, para onde e quando ir. Não sobra sombra nem dúvida. Afinal, fomos assim acostumados, desde pequenos, pelos nossos pais. O difícil é fazer esta virada: amadurecer e traçar o próprio caminho.
Vamos lá!

Sonia Racy.
Jornalista, colunista do Estadão.

Adorei o texto da Sonia e não resisti, tive que postá-lo aqui !

Tb não posso deixar passar a matéria que saiu na revista da Bo.bô sobre a Julia Alcantara, minha parceira de produções de bolsas com os tecidos africanos !

ONDE MORA A COR

By Bo.Bô On March 19th, 2009

Júlia Alcântara

* Júlia Alcântara
Fotos Beto Riginik

Cada canto da minha casa representa o que eu sou, minha vida, a minha história. É aqui que eu vivo,trabalho e passo grande parte do meu dia. E mesmo se eu não passasse,tudo seria igual, porque não conseguiria ficar num lugar sem vida, sem cor. Essa sou eu: uma mistura. Não sigo uma tendência,a única regra que me guia são os meus valores. Se eu acredito em alguma coisa, vou lá, faço e junto com outra coisa que eu acredite também. Transporto isso para meu trabalho e para a minha vida. Todos meus amigos são diferentes, cada um pertence a uma tribo e eu pulo de um ambiente para o outro numa boa, porque esse todo é o que me completa. Já experimentei vários cursos na faculdade (arquitetura, relações internacionais, publicidade e artes plásticas) e precisei disso tudo para finalmente me encontrar e descobrir minha verdadeira paixão, que é a arte. Acho que esse meu lado herdei da minha família. Tenho tias pintoras, meu irmão é designer, minha irmã trabalha com moda, meu pai adorava escrever… E essa minha essência eu só consigo expressar através da arte, seja nas minhas bolsas ou na minha casa, que é uma extensão de mim. Todos os móveis daqui vieram da casa da minha avó, onde meus irmãos e eu moramos por vários anos. Mas agora, vivendo com minha irmã, tudo tem a nossa cara: no meu atelier, que fica em um dos quartos, eu mesma pintei um armário de rosa e o outro de amarelo. Colo na parede algumas imagens que uso como referência, fotos minhas antigas, anúncios de revista que acho interessantes e espalho frases por todo o lado, não só no meu atelier como pela casa toda. Na cozinha, no lavabo, na sala, no meu quarto… Frases minhas ou de outras pessoas, que eu penso ou escuto por aí, não importa, são mensagens que levantam meu astral – meu e de qualquer um! Minhas amigas brincam que toda vez que vem à minha casa, saem daqui felizes, porque em todo lugar que vão tem algo escrito. Eu acho o máximo! Tudo o que vejo, vivo e sinto influencia meu trabalho e minha casa, seja uma viagem que faço, um presente que ganho ou uma cena que presencio. Sou budista e acredito que meu gosto pelo estilo oriental, bem presente na minha casa, venha daí. Mas aqui tem de tudo: estilos do mundo todo, misturados à minha história e ao meu gosto. É tudo uma coisa só, certo? Minha vida… E já que o que é meu “sou eu”, personalizei meu carro inteirinho. Os bancos são forrados com cangas e tecidos que ganhei de amigas e o chão também. Tem almofadinhas para as visitas e colei flores por todo o painel. Tudo isso para fugir um pouco da impessoalidade. É meu, eu enfeito, tem minha cara. Acredito que seja por isso que eu adoro trabalhos manuais.Se gosto de algo, eu mesma crio com minhas mãos. A cortina do meu quarto, por exemplo, foi feita por mim, com um tecido que sobrou do casamento de uma amiga! Adoro garimpar, ver coisa diferente, ter idéias novas e estou sempre fazendo pesquisa em sites, blogs, vejo muita revista (aliás, minha casa tem revista por todos os lados). Tento sempre trazer minha casa para perto de mim. Vou colocando, em tudo o que está ao meu redor, minha essência e muita, muita cor. Eu amo mexer com cor. Porque para mim, o mundo tem que ser bem alegre, vivo, colorido. O meu mundo, pelo menos, é assim.

Júlia Alcântara

Acesse:  www.xaa.com.br

Outono/Inverno. África é a tendência da vez.

Postado em Informa em 3 03UTC Abril 03UTC 2009 por africanechoes

Bisbilhotando alguns sites encontrei esta matéria. Acesse Bolsa de Mulher e veja a matéria completa.

 

A África é pop

Estampas e acessórios africanos inspiram a moda outono/inverno 2009

Por Liv Brandão • 02/04/2009

Os olhos da moda cada vez mais se voltam para o continente africano e fazem dele inspiração para várias coleções. Além da Índia, as tendências da moda apontam para outras etnias. Os desfiles do verão de 2009 no Hemisfério Norte e as coleções do inverno que se aproxima por aqui abraçaram o continente africano e toda a variedade de cores, estampas e texturas que em breve vão dominar as vitrines e as ruas.

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A principal marca a levantar a bandeira – ou as bandeiras – da África foi a Melissa. Batizada de Afromania, a nova coleção de calçados teve como musa inspiradora a artista Esther Mahlangu, da tribo Nbedele, da África do Sul. Vestindo-se de cores e estampas geométricas, Esther, de 75 anos, fez uma passagem pelo Brasil durante o último São Paulo Fashion Week para apresentar sua arte combinada com o tradicional modelo Ultragirl, que também ganhou versão com estampa animal. Adanna e nasceram com base nas pesquisas que a consultora Érika Palomino fez pelo continente especialmente para a Melissa. No mesmo embalo, a marca Jelly lançou seus acessórios em coleção coordenada com a Melissa e trouxe para as lojas os geometrismos e estampas que trazem bandeiras e ícones de animais típicos do continente, como rinocerontes e girafas, em uma leitura bem divertida e pop.

Os novos modelos foram batizados com nomes como Ashanti, Numa e

Para retratar a África na coleção que chega às lojas neste comecinho de outono, a grife carioca Sta. Ephigênia, de Luciano Canale, deixou o lugar-comum de lado e trouxe do continente os tons terrosos e adaptações dos colares e pulseiras da tribo Masai em acrílico, em uma coleção madura e adulta. Já a sempre jovem Cantão misturou as tendências étnicas da África com a de outros cantos do mundo para apostar nas estampas geométricas e coloridas, como manda o figurino do outro lado do oceano.

Pelo mundo, na última coleção de verão que apresentou nas passarelas de Paris, a grife Dior trouxe a inspiração que o estilista John Galliano buscou em suas viagens pela África. Apesar do desfile de alta costura, o lado rústico apareceu em colares de marfim, nos penteados em coque das modelos e, claro, nas estampas de píton, leopardo e tribais.

O japonês Junya Watanabe foi outro que se afastou de suas origens para desfilar a África em Paris. Do continente, Junya utilizou estampas de maçãs, folhas, onças e zebras, e o recorte de túnicas drapeadas e confortáveis.

Em Londres, o inglês Cristopher Kane aproveitou as cores fortes e o couro mesclados às estampas nada discretas de onça, zebra, girafa – para citar as mais óbvias – e de rostos de macacos de várias espécies.

No que apostar: neste inverno, para vestir-se de África, garimpe e recheie seu armário com as clássicas estampas animais, estampas geométricas, túnicas de algodão, mistura vibrante de cores, pulseiras coloridas e volumosas, colares que remetam às tribos africanas. Combine alguns destes elementos – não todos! – com roupas e acessórios mais neutros, para equilibrar a produção e dar um ar cosmopolita à roupa.

Liv Brandão .

Parabens Liv ! Adorei sua matéria !!!!